SURPRESAS
Quando comecei a escrever por aqui, não sabia muito bem o que me esperava, nem o que é que eu esperava… ler, escrever, sentir, provocar!
Ultimamente tenho lido mais do que escrito e por isso mesmo, escrevo sobre o que sinto quando leio. Interrogo-me sobre o que sinto, quando leio repetidamente outros textos e sobre as imagens que criei, das pessoas que os escrevem. Imagens exteriores e interiores que não defino, mas que existem algures no meu imaginário.
Pergunto-me se seria fácil comunicar com estas pessoas de outro modo, se as nossas palavras se tivessem cruzado nalgum outro contexto.
Fico de lágrimas nos olhos, quando me mandam beijos, ou abraços, ou me chamam de amiga, ou ainda me dizem que foi um prazer conhecer-me… como se de algum modo as suas emoções se cruzassem com as minhas e nos conseguíssemos sentir/intuir pelo que partilhamos por aqui.
A maioria das vezes não sei reagir.
E fico agradavelmente surpreendida quando se organizam encontros… Mas… Não sei se me apetece substituir rostos imaginários pelos reais, sorrisos imaginários, pelos reais ou estados de espírito imaginários pelos reais.
Afinal, aquilo que eu sou realmente está aqui, no modo como escrevo em silêncio, no modo como sinto e no modo como me exponho, por aqui. Cada dia de seu modo diferente ou não, conforme.
Já li também criticas várias sobre a exposição das nossas vidas num espaço virtual, como se fossemos crianças a chamar a atenção. Que os nossos problemas (quem os tem), não são nada face ao que o mundo sofre e que não nos devemos queixar etc.etc. E fico pensativa, mas volto a pensar em mim, no que posso eu fazer, que valha a pena. E volto a centralizar-me no meu umbigo e a esquecer-me que faço parte de um todo onde estamos todos ligados e que quanto mais honesta eu for comigo, melhor será para o mundo no geral e por isso para o outro em particular.
Futilidades? Egoísmo? Pequenez? Uns dias sim, outros nem por isso! Talvez hoje seja dia sim!
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