quinta-feira, maio 24, 2007

A tua filha...

Ontem, à hora de almoço, estive com uma menina... com 2 anos...

Linda.
Bem morena.
Olhos negros.
Sorriso...
"kiko"
"Manana"

Soco no estômago...

Que saudades eu tive dela...
Tantas, tantas saudades eu tive dela.

O tempo parou ali, naqueles 45 minutos, que estivemos juntas, a fazer as brincadeiras parecidas, com as que fazia com ela...

Tu foste embora... e contigo a levaste...
Pensaste em ti, só em ti...
Ok, poderias não ter pensado em mim... como aliás, não pensaste... Mas poderias ter pensado nela...

O Besnico continuou a perguntar por ela, frequentemente... por ti... pelos dois...

Quando, nos separamos dos pais ou mães dos nossos filhos, se conseguirmos - todos - ser equilibrados, as crianças, não perdem as referências dos pais...

Mas perdem, as dos namorados, que passam na nossa vida e que com eles convivem e criam laços... E esses, nem sempre eles voltam a ver...

Que será, que sentem? Que pensam? Que desejam?

Por mim...

Tenho, muitas, tantas, imensas, saudades dela... De a ver, de a ouvir, de brincar com ela, das conversas dela...

5 comentários:

Tão só, um Pai disse...

Gostava de ter a chave, mais a combinação, do cofre onde guardas o coração. Gostava, também, que soubesses, o encontrasses, onde perdi o meu, e onde fica o mecanismo de abertura deste cofre apodrecido. Mas ambos sabemos que, por muito o queiramos, não os teremos. Enfim, da vida sei tanto como tu, ou seja, nada, a não ser que o que tiver de acontecer, sempre acontecerá, sem aviso ou hora maracada. O que não me impede de to dizer, que gostava, tanto, que tivesses não uma, mas duas meninas, doces, lindas, iguais a ti.
Aceita-me, por quem te quer, por quem não te quer, este beijo, de de alguém que não te fere, pelo calôr da tua mão, pelo teu partilhar, pelo carinho do teu olhar, pelo teu embalar, com o meu, já antigo, cabelo, na tua mão. Ah, e por tão belas canções, as do meu encantamento, que me recordaste, e embalaste. Obrigado.

PARTILHAS disse...

Sabes uma coisa?
O meu filho, responderia; " Sei sim mãe... gostas muito de mim..." claro, que com um ar de enjoado... do género.. podias dizer-me algo que não soubesse...
Mas tu sabes, que gosto muito de ti!

Mas...
Isto tudo para dizer, que se os corações tivessem portas e combinações de segurança... eu empenhava-me ainda mais para o proteger... E não dava cópias a ninguém não senhora...

Só que felizmente, não têm... Nós é que as inventamos... como tantas outras coisas...

Abração, daqueles bem fortes, que nós gostamos de partilhar... :-)

Camaleão Vaidoso disse...

A minha filha deu ontem um abraço de despedida a um amor, meu, nosso que não venceu. A ternura triste do olhar dela feriu-me mais que a minha perda. Como se dissesse "não vás ...eu preciso de ti". Sei que as minhas opções a vão magoar, vão-lhe dar uma saudade por companheira em muitos momentos, mas tudo o que ela ganhou com ele vai ficar com ela toda a vida.E assim...naquele olhar e naquele gostar...também fica um pouco da nossa história.

Os filhos são menos egoistas que nós...e no fundo sabem...que quem não está presente ali...continua a ser um presente em nós.

Ensina o teu filho...que o mundo volta sempre a dar uma segunda hipótese ao gostar genuino.

Partilhas de sonhos e beijos e uma morna doce e quente...só nossa.

PARTILHAS disse...

Lindona...
Não sei se acho que é mesmo assim...
O nosso timming, não é o deles... as nossas necssidades não são as deles...
O amor genuíno existe sempre, em tudo... O dificil é lidarmos, com os timmings desses Amores, dos outros...

Ele tem de lidar, com todos os meus Amores e com as minhas preferências... lida mais ou menos conforme as pessoas com quem estou!

E não falo de amantes, mas de outras familias, sejam elas de sangue ou não...

Eles devem sofrer, quando os afastamos de quem gostam... e nem sempre conseguem verbalizá-lo...

Um dia vamos curitr essa morna... nossa... vamos, vamos

Abraço forte ;-)

Anónimo disse...

sinto isso, quando o meu filho, vê um ex-amor meu... sinto muito, quando falam ao telefone, porque têm saudades um do outro... nesse momento, penso: "Que fiz eu?!".
Agora, tento não ter medo, não posso!
Agora, a dor ia ser maior!

beijos e abraços nossos