04 de Outubro 2006
Ai, que bom que era...
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Se isto ajudasse o tempo a passar...
Arrancava este mês do meu calendário....
Se uma pessoa já sabe... como é como dói, porque dói e na dimensão, que dói... Porque é que se dá ao trabalho de deixar doer...
Estupidez? Ou necessidade?
Opto, pela estupidez... pela falta de inteligência... Mas, ao mesmo tempo, não... Escolho a necessidade... Mas será que o que dói, nos deixa aprender... Será que só por sabermos que é assim, ponto final. Fechamos a portinhola da aprendizagem... e não tarda estamos na mesma...?
Ou é cena minha, da minha exigência no receber, pela minha capacidade ilimitada de dar... Provavelmente é essa mesma a minha necessidade... básica a mulher... Básica, tão básica, que chateia...
Se assim é, baixa a expectativa, a fasquia, o nível... Nah...! Impossível para mim, baixar seja o que for. Nem acho que o mundo mereça, que eu baixe ou reduza, seja o que for... E à partida... Bem à partida, acho sempre, que as pessoas estão tão desabituadas de serem bem tratadas, que se habituam facilmente... E assim é... O pior é quando eu acho, que está na minha vez de receber... Aí... olha ... aí... nem sempre é assim... E depois dói e dói e dói e depois tenho a mesma capacidade ilimitada de me doer... Será... Se calhar não... E se eu a recusar, domino-a? Consigo imobilizá-la? Para isso tenho de estar agarrada a ela... É melhor não! Deixo-a à solta? Também não me parece bem... Oh!! Que merda... Não sei que lhe faça... Sua gaja... descontrolada...
Vai chorar, para outra janela... melga!
Mas sofre tudo rápido, que mais 2 semanas e tens outra dor, pela frente para encarar... Essa, uma dor nova... uma expectativa desconhecida. Outro tipo de dependência...
Outro degrau a subir...
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