Amizade
Entrei no carro, liguei-o e coloquei o cinto de segurança. Respirei fundo e chamei-a. Pedi-lhe que me acompanhasse e que me ajudasse a ser, o que precisavam, que fosse.
Acho, que ela acedeu ao meu pedido e foi comigo.
Adorei conhecer-vos. Abraçar-vos, tocar-vos. Sentar-me à mesa convosco…
Jogar à bola, apanhar contigo aqueles caracóis fantásticos, que só existem nas vossas paredes. Pegar-te na mão, dar-te beijinhos… Fazer-te cócegas e ouvir-te gargalhar… Enche-me a alma essas gargalhadas que as cócegas provocam, em meninos lindos como tu. Ver-te sorrir, sentir-te a aproximares-te de mim, a pouco e pouco devagar, a perder a vergonha… a rasgar cada vez mais esse teu sorriso cheio, puro, bonito.
Tinha tanta vontade de abraçar a tua mãe… De lhe dar beijinhos e a olhar nos olhos pedindo ao universo, que lhe passe Fé, pelos meus olhos… ou o que quer que seja, que ela precisa ver ou sentir… Mas, queria tanto deixar-te beijinhos, abraços, como me deixaste dar… e me deste também, tão “saborentos”, tão fortes, tão intensos…
Da próxima vez levo o Besnico
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