segunda-feira, março 19, 2007

Tu

Queria escrever sobre o meu pai...
Mas já escrevi há 2 anos, sobre o meu pai...
Fui ler-me... acho que me repetiria... Tenho um orgulho, imenso em si... Acho, que lhe dou um lugar de destaque na minha vida... e que o Amo de um modo, que só saberei de facto avaliar, quando o perder... em forma fisica...

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Queria também escrever, sobre ti. Sobre nós duas... e o dia do Pai... que tão importante é para ti... parece, um dia fantástico, para Partilhar, como me encantas...

Já não sei exactamente o que é que me encanta em ti... Se as palavras, que escreves, se a tua voz rouca, ou a gargalhada perdida, no meio do ... riso, que deixas sair, alegre, ainda que estejas triste... Com força, ainda que não a reconheças ter...

Fomos empurrando, com o tempo, esse abraço fisico, que ainda não demos... E alturas houve, em que temi, disparar rumo ao Norte... para te dar colo... Mas, assim não foi... Graças a... vários Pais...

Bem vinda meu Amor!

5 comentários:

Anónimo disse...

Nunca escrevi nada sobre o meu Pai... também não sou blogueira, nem tão pouco sei escrever bem... mas adoro os dias dos Pais, dos Avós, das Amigas (Açores), adoro DIAS especiais. Não sou nada daquelas que dizem que o Natal devia ser todos os dias, blá blá.. Gosto de DIAS mesmo. Esses tais dias enchem-se de amor, de ambiente, dedicamo-nos mesmo a eles, pelo menos fazem-nos pensar.
Graças a Deus ainda festejo quase todos os "Dias". Ontem olhei para o meu Pai e pensei que, mesmo que me tivessem dado um catálogo para escolher um, não teria tido tanta sorte. Lembro-me sempre de um fado do Alfredo Marceneiro: "que bom que é ser pequenino, ter pai, ter mãe, ter avós..." Parabéns a todos os Pais!!
Beijos
Euzinha

Anónimo disse...

Ontem, meu Amor, não consegui dizer nada aqui, neste bocadinho em que o TU era EU.
Ontem foi o Dia do Pai, mas, pela 1ª vez, não era nele que pensava.
Ontem, acordei com o telefone a tocar, cedíssimo!
Do outro lado a minha mãe, numa aflição que não passa pela cabeça a ninguém!
Leva-me para o hospital, Tininha! Estou doente, tão aflita! Leva-me!
Eu toda atarantada, a querer aparentar o que não sentia, porque quase morria de medo, só de a ouvir naquele pranto, ela, a mulher de armas, que tanta força nos dá a todos!
As miúdas acordaram, claro, choravam, foi a loucura!
Foi o maior susto!
Estive no hospital com ela.
Aquelas bestas quadradas não me queriam deixar entrar, e, nem olhavam para a minha mãe que estava numa angústia que só Deus sabe!
Juro que eu esganava quem me quisesse impedir de acompanhar a minha doçura, aquela metade que ainda tenho dele, como ela própria diz que é!
Passei-me com os médicos.
Que cambada de cretinos!
Que eles não iam fazer nada, que era o médico da minha mãe que tinha que marcar os exames, se fosse caso disso.
Só perguntei ao coisinho se aquilo ali, onde estavamos, não era um hospital.
Às tantas eu estaria enganada e aquilo não era a urgência, nem ele era médico. O outro (julgava eu, até ontem, que só a P.S.P. é que andava aos pares. Um para ver, outro para ir contar como foi)
Passei-me, mas haja Deus que me passei, acredita!
Quase encostei a minha cara à dele, de tão fula, e só lhe disse, baixinho, para falar alto e devagar porque aquela senhora, a minha mãe não ouvia muito bem e por tão nervosa, pior era, e, que se deixasse de coisas.
Ele estava ali para a tratar, para tratar todos os que tal como ela estavam aflitos e nem mais nada!
Pela primeira vez fiquei enorme e aquele cretinóide tratou a minha mãe, deixou de a olhar de lado porque ela tinha SAMS,(portanto, uma priveligiada que não tinha nada que estar nu m hospital) e só sossegou quando a viu, sentiu, bem...
Ontem foi dia da Mãe, para mim, meu Amor.
Sei que, lá em Cima, o meu Pai bateu palmas de alegria!
Já está mais calma, sob vigilância.
Tudo o que tem acontecido nestes últimos tempos é tão vivido, tão sofrido por aquela SENHORA!
Eu TENHO VAIDADE, MUITA, da minha MÃE!
Hoje estou mais calma, ainda que apreensiva, mas mais calma.
Falo muito do Meu Pai, daquele AMIGÃO que tanta falta faz, mas, tenho a absoluta certeza que ele, no meu lugar, ontem, só teria pensado na minha mãe, ainda que fosse o Dia dos Filhos, entendes-me?
Beijo.
Adoro-te tanto, Amiga!

Anónimo disse...

Não te conheço Cris, mas muito sinceramente, as melhoras da tua Mãe. Que aflição e que impotência é estar nos nossos hospitais...
Um beijinho
Euzinha

PARTILHAS disse...

Cris meu Doce,
Espero que esteja melhor...
Estou a ver-te sim, em bicos de pés... a pegar o médico pelos colarinhos e de olhos de fora... a exigir, que tratasse da tua mãezinha...

Euzinha,
Tenho a certeza, que tu... de cima dos teus kilinhos, terias a mesma atitude...

Vocês, são as duas muito corajosas.

Beijos
:-)

Anónimo disse...

Eu e a Cris sim, eu entro pelos hospitais como se mandasse lá. Avanço com os meus 45 Kg e até pareço a responsável por aquilo tudo. Até mando palpites sobre a medicação. Já aconteceu várias vezes e deu sempre resultado. Mas o que me preocupa são as pessoas menos "agressivas", que acham que estão sempre em dívida. Quantas pessoas não se conseguem impôr e exigir o que lhes é devido? Quantas não ficam horas á espera de uma resposta vaga? IRRITA-ME!! Quando ganhar o euromilhões vou trabalhar como revolucionária para a porta dos hospitais!!
Euzinha