segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Flores da noite

Procuro-me tantas vezes naquelas flores, que é raro conseguir ver. As papoilas. Vermelhas, silvestres, lindas, lindas. Ao longe parecem fortes e robustas. Ainda me recordo de campos e campos cheios delas, que dançavam ao vento. Tinham um pé (caule?) forte, dificil de partir, mas que dobravam, sem esforço. Não se podiam apanhar. Desfaziam-se logo. Não sobreviviam em jarras e não ficavam, bonitas, quando tentava secá-las.

Quase não as vejo, desapareceram. Será que apenas se vêm na noite? Na minha memória? Ou já não há?