quinta-feira, agosto 04, 2005

Dizer, ou não Dizer

Como não disse... escrevo...
do mal, o menos...

Mas a verdade é que não me apeteceu dizer nada!
Ficas assim, a olhar para mim... com aquela expressão de...
de...
de...
de não dizer nada, mas com aqueles olhos de...
"... interpreta lá... eu queria tanto... mas só hoje... agora... para aliviar o stress das férias... numa rapidinha... com o sentido, que tu lhe quizeres dar... Queres, não Queres...? Tu queres, estás é a disfarçar... Eu sei que tu me Amas... Amas, Amas... tu é que não sabes... mas tu Amas... tens que Amar... eu preciso que tu me Ames... Tu, não podes deixar de me Amar... Olha lá para os meus olhos... não estou carente? Assim, com aquele ar perdido...? Não me digas que não pareço apaixonado...!? Pareço, não pareço?... Ora bem isto dos olhares, não está a provocar efeito, deixa-me lá tocar, ali, ou aqui... isto hoje está dificil... Mas... afinal, se não querias, porque é que disseste que sim? Porque é que me deixas visitar-te entre o fim da noite e o inicio da madrugada? Aqui... na tua casa... no teu sofá... sem ninguém... só nós dois..."

Se eu quiz?
Não sei se quiz... se calhar até quiz... não faço ideia se quiz...
Agora... já não interessa se eu quiz ou não...
Mas, que tu me tens numa péssima consideração... lá isso tens... tens sim senhor...

Fico sem perceber, se tu te dás conta... que pior que não teres uma pinga de respeito por mim, ou pelos sentimentos dos outros em geral - dificil de acreditar, que seja só e apenas comigo...- tu não tens é nenhum respeito por ti...

Gosto deste meu papel... fico assim a olhar para ti a dizer-te que és lindo, que estás lindo... que te fica bem a barba de vários/muitos dias, que estás mais magro e a eliminar a barriguinha... que ficas assim, com pinta de quarentão cheio de pinta... apetecível... e não minto... é verdade...

Alguma vez te disse, que acho os homesn demasiado bonitos, demasiado egocêntricos também? muito centrados, na sua própria beleza, sem entenderem nem descobrirem a dos outros...? Imagina... ficaste tão inchado, mas tão inchado... que nem tiveste para a troca...

Adorava conseguir conversar contigo... voltar o relógio há cinco anos atrás e conversar, noite dentro contigo... O que foi, que se perdeu no caminho? Não sei... não sei!

Hoje, olho para ti e sorrio. Vejo em ti, uma parte de mim, que pari, sem seres nem meu filho, nem meu igual, mas não me reconheço em nenhuma...

Não se escolhe quem se Ama, ou porque se Ama. Uma das maiores dificuldades no gostar é aceitar o outro como é... e ainda assim... eu gosto de gostar de ti

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