Estômago colado às costas
Estranhei ver o teu nome no meu telefone.
Atendi com alegria.
Olá!
A conversa de circunstância, denunciava, uma imensa vontade de falar. Esperei, sem insistir, tentando dar a entender, que estava cá para ouvir.
E assim, a conversa durou meia hora.
Fiquei com o meu estômago colado às costas e só consegui, almoçar depois das 14:30.
Queria tanto, puder dizer-te a fórmula da resolução. Saber, exactamente as palavras a dizer, de modo a animar-te, a esperançar-te, a indicar-te o caminho, da certeza de que tudo ficará bem.
Amei, o facto de te apetecer falar comigo. Houve tantas vezes, que gostaria que o tivesses feito e não o fazias...
Fiquei feliz e preocupada e triste pela situação. A sentir o teu aperto, no meu coração, na minha garganta, no meu estômago.
Imaginei-me aí, ao teu lado. Sei que nunca reagiria assim. Iria ficar danada, furiosa, revirada do avesso, iria fazer-te sentir mal, pequeno... mesmo sem proferir palavra... e olho-me bem nos meus próprios olhos tentando entender... porquê...
Talvez, por isso mesmo, me procuras, ao precisar de mim. Porque eu não estou aí... se estivesse, talvez não estivesse.... Burra!