Desculpa
Eu sei que fui bruta contigo.
Que quase sempre, sou bruta contigo. Que consegues sempre, que eu seja bruta contigo.
E eu habituei-me a ser bruta contigo.
Mas, quando não sou... tu não ouves...
Quando tento ser diplomata... tu não ouves... nem entendes... e tu não tens culpa, que eu ande irritada... não é nada contigo... Mas, tu és uma figura especialmente chata... insistente... gostas de me fazer sentir, que falho... e talvez seja por isso, que eu goste de estar contigo... de vez em quando... sempre... ? Sempre não... desculpa... mas não...
Eu gosto de ti, sério que sim.
Convida-me para aquelas caminhadas que faziamos dantes... eu alinho...
Mas, café? Cinema? Jantar? De modo frequente...!? Não! Desculpa... mas, não! E nunca te enrolei, não é agora, que te vou enrolar...
Desculpa, mas não! Quando eu quiser eu ligo... se não ligar, é porque não quero...
Não queria, que tivessemos este padrão de conversa ao estalo... mas, acho que se não chegámos lá... já não chegamos... e eu... não tenho vontade.
Desculpa! Sério desculpa.
Mas, se falas à bruta... eu respondo-te à bruta...
Se falares mansinho... Não sei, se te sei, responder...
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