quinta-feira, agosto 26, 2004

Adeus meu Amor, fica bem!

Talvez um dia, pares por aqui
Nesse dia, sentir-te-ei sorrir

Tu, que deixaste de fumar,
Foste comprar cigarros
Despediste-te com muitos beijos
Mas não voltaste mais

O calor da tarde de sábado levou-te de vez
Desta vez, não fui atrás…
Já não vou mais
Cansei-me do monólogo chato da ilusão
Do diálogo sincero, que já não tens
Dum Amor, falado que não se vive,
Torridamente Insonso

Continuo a sentir em mim,
Aquele imenso Amor por ti
E não quero forçar-me a não o sentir

A pouco e pouco, a surpresa
Transformou-se em aceitação
Fresca liberdade
Silêncio verdadeiro,
Tão mais explicito que as palavras
Que não tinhas para mim
Do olhar que não fixaste.
Do beijo invasor,
Do Amor que quisemos
Mas, não, Meu Amor, não tivemos

Estou feliz comigo,
Desta vez não fugi,
Vivi, corri atrás,
Tentei, experimentei, cai
Levantei-me e sigo em frente.

Sabes? Afinal, já não dói tanto
Talvez esteja já tão magoada
Que não sinto dor,
Sinto Paz dentro de mim,
Bem Estar

Aprendi, cresci
Cai e levantei-me,
Voltei a cair e voltei a levantar-me
Não, não sinto dor,
Não, não sinto raiva,
Não, não tenho nada para devolver

Quero tudo é tudo meu!
Não voltarei a fugir,
Afinal suporto muito melhor do que algum dia imaginei.

Talvez seja ridicula,
Mas o ridiculo, não dói


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