Amor Gigante
Não sei como, nem porquê, te arrumei tão bem arrumado. Não faço ideia, porque te fechei tão bem fechado sem qualquer intenção de o fazer, ou talvez a tivesse, sem saber!
Segui o meu caminho sem sequer, pensar em ti! Confesso que hesitei em te rever. Não sei porquê… hesitei. Respondi que sim, porque a minha voz, se projectou mais rápida que o meu pensamento.
Continuo hoje, sem conseguir traduzir em palavras o que senti ao rever-te, ao tocar de rostos e à viagem no tempo a que me reportei, naquela fracção de segundo, impossível de quantificar. O teu cheiro. Todos os meus sentidos se apuraram coma a tua presença e sem eu querer, nem esperar, fui novamente invadida por ti.
Continuo hoje, à procura do motivo, porque te Amo tanto e todos os que enumero, não contam, não existem, não fazem sentido, não têm qualquer razão de ser.
Ao contrário, todos os outros que são suficientes para não te Amar, te amam ainda mais do que os outros.
Há dias, em que te sinto tão longe, que me perco, nesta linha que não controlo, neste Amor, que não sei viver e quero à força, cortá-lo, eliminá-lo, matá-lo, racionalizá-lo, desaparecer com ele como um dia fiz… mas esse dia, passou sem eu dar por ele e por mais que eu lute, contra este gigante que me assusta porque me domina, não consigo vencê-lo.
Outros dias, sinto-te tão perto, mas tão perto, que salto para o colo deste gigante de Amor e me aninho, repousando enquanto me Amas. E disfruto deste enorme prazer de me sentir dominada, pelo que não consigo dominar.
O poder, o Amor… Eu sei… não consigo dissociar um do outro e a dependência… aterroriza-me, a necessidade, o precisar de… Aprender… Não… Sim… Não sei… Não faço ideia…
Sei que te Amo e como te Amo e hoje (agora) sinto-te perto, muito perto e apesar de dominada por este Amor que não entendo, quero-te, muito.
Aninho-me no colo deste Amor, que em menina imaginei lindo e fácil e, que o é, sem ser e o não é, sendo. E tenho pavor de quando trocamos de lugar e esse Amor se senta ao meu colo, enorme e sempre a mudar de forma, de tão leve e tão maleável que umas vezes me sufoca e outras me assusta tanto, que o agrido e o tento anular, mas não consigo.
Continuo a lutar comigo, para saber lidar contigo Amor, forte e lindo, frágil e ao mesmo tempo assustador, quero chegar lá… Chegarei?? Espero não conseguir destrui-lo, antes de o conseguir viver...
O meu blog anterior: www.partilhas.blogs.sapo.pt