terça-feira, dezembro 14, 2004

Sapos

São aqueles animais que vivem na água. Comem insectos, são escorregadios, normalmente gordos e meios viscosos. De vez em quando, lá tenho que engolir alguns.
O pai do meu filho, resolveu, que no domingo o quer levar ao circo e festa de Natal da sua empresa… Até aqui óptimo, Mesmo sendo no meu fim de semana.
O sapo, é o modo, como o diz. Não introduz, não pede, nem sugere; comunica.
E perante a minha resposta de “amanhã digo-te”, ainda pergunta qual é o problema…
Claro que adaptarei o meu domingo, ao circo do meu filho, com o seu pai. Não farei o que queria, mas tudo bem. Mas fico puta da vida, por nem sequer perguntar. E ainda querer que lhe explique… E lá engulo mais um... Qualquer dia destes, começo a coachar.

Dizia a minha mãe, um destes dias, que se o meu filho, o fosse do meu ex-marido. Nós ainda voltariamos a estar juntos. Respondi-lhe, que não. “Teria que conviver diariamente ou pelo menos frequentemente, com o que não gosto nele. Assim recordo só o que foi bom. E é tão mais fácil; amar à distância.”

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