sexta-feira, julho 22, 2005

Janelas carregadas de caixinhas de surpresas

Existem pessoas, por aqui, que nos tocam.
Pessoas com quem de algum modo nos relacionamos.
Umas vezes é mutuo. Outras vezes é unilateral.

De vez em quando, fico toda baralhada, quando o meu coração se aperta, porque alguém que gosto, mesmo sem conhecer, me foge.

Raio da mulher... possessiva... Chiça, que até os blogueres, que eu gosto, não gosto de ver fugir.

Não gosto de despedidas... Nem de despedidas definitivas. O até nunca incomoda-me, mexe comigo. A todos os niveis, em todos os relacionamentos que mantenho, ou mantive... mas não consigo deixar de pensar, que apesar de passados, fazem parte do momento em que penso neles... e vão-se transferindo, para o presente, como agora...

Não gosto de um até..., nem de um Adeus, nem de um até ver...
Gosto mesmo é de um até logo, ou até amanhã, ou até já... em especial, quando me querem dizer Adeus definitivos.

E fico baralhada quando esses sentimentos da vida real, se espelham, como por magia, por aqui...

Quando nasceu a Partilhas, ela levava tudo mais leve. Guardava as distâncias, respeitava os espaços, entendia, que os outros são como ela... escrevem se lhes apetece e para eles próprios, não para mim...

Só que há pessoas, que escrevem para quem querem, mas eu leio-as aqui, sózinha, como se escrevessem para mim... Ou outras, como se falassem, directamente, nos meus olhos, numa amena conversa.

Outras ainda, zarpam, num devaneio não esperado, não se sabe para onde...

E depois eu fico incomodada.

Há quem goste mais de dizer; Adeus. Outros não dizem nada. Outros deixam de escrever e ponto. Mas, fazem-me falta. Uma pessoa habitua-se e depois custa, como o caneco, respeitar os espaços dos outros.

Não falo de ti, meu Amor lindo. Que nós comunicamo-nos de outros modos.

Sem comentários: