segunda-feira, setembro 12, 2005

Brincar com o fogo

Este é um jogo muito arriscado. Quem brinca com o que se pode magoar, pode magoar-se a sério.
Sei que da primeira vez, há alguns anos atrás, eu não tinha a noção que brincava com o fogo. Nem tão pouco, que me estava a arriscar.
Da outra vez, também não percebi que era um jogo. Para mim, tudo era claro, óbvio, simples... O Amor, tem que ser simples, é simples. Ama-se! E o resto é o resto, não passa de isso mesmo. Se depois o resto mina, o Amor, acaba com ele... é depois... No inicio, o Amor, chega para mim. É suficiente, não preciso de mais nada. A paixão, que está lá lado a lado, com ele, oscila, varia, morre, transforma-se, ajuda a alimentá-lo, ou a apagá-lo. Mas, o Amor, se está lá, se existe e É. Para mim, chega-me. Pelo menos no inicio, é ele, quem me acorda, me adormece, me alimenta, me dá vida...

Não é o Amor, que nos magoa, mas a Paixão, o desejo, o "tease" de um modo de estar, que o estimula, sem dor... Mas, o magoa, quando se queima...

Que Eu te Amo! Isso tu sabes! Que a minha Paixão por ti, foste Tu quem a apagou, com a falta de respeito gelada da distância, não anunciada, tu também sabes.

Só que hoje, eu tenho a noção do risco, do perigo de me queimar, mais uma vez... e daqui a pouco estou como o território nacional, esturriscada...

Parece que voltei ao inicio; Tenho Medo. Mas, desta vez, Eu não quero arriscar. Gosto de te sentir perto, de te ter por perto. Das nossas conversas, das nossas gargalhadas. Das nossas Partilhas. Adoro partilhar contigo o meu coração... Mas acho mais saudável, deixar o meu corpo fora. Não consigo manter-me longe, indiferente, próxima, mas protegida. Não sei ser assim. Não quero ser assim. Não sou assim...

Posso até manter - outras - amizades coloridas... Mas, não dá para te Amar, sem me voltar a apaixonar por ti... E dessa dose, eu não quero mais.

Não quero fugir do Amor. Mas, apetece-me encontrar outro... viver outro, ser outro...