sexta-feira, setembro 09, 2005

É uma sensação estranha esta de te sentir raiva, de te sentir desprezo e ao mesmo tempo; pena.

Pena pela pequenez, pena, por a falta de educação.

Pena, pela falta de noção de respeito.

Raiva, por me fazeres entrar numa guerra que eu não queria.

Raiva, por me fazeres ter raiva de ti.

Raiva, por mais uma vez me obrigares a desembainhar a minha espada, para me defender.

Raiva, por não ter o dinheiro suficiente, para te forçar juridicamente a frequentares uma escola de boas maneiras, de onde não saísses, enquanto não te fossem naturais… Que ao contrário, do povo… eu acho mesmo, que burro velho, aprende línguas.

Raiva por não teres respeito pelo teu filho. Por não o Amares o suficiente. Por não teres noção, que ao me roubares a mim, o roubas a ele.

Mas ao mesmo tempo, agradeço-te, por me provocares e eu descobrir, que me sinto com força, para me defender.

Mas, essencialmente pena, muita pena. Um desligamento, que quase me incomoda… Talvez por me sentir mais do que nunca, tão próxima de mim… do meu filho… Talvez por me sentir segura, pronta para o que dai vier…

Vou-me magoar, vou-me ferir. Vou ver o meu filho ferido, magoado. E isso vai transformar-me num ser, que tu não imaginas que existe, a bem dizer... nem Eu!

Eu sei que tu gostas, de tricas, de merdas, de cenas, que não interessam nada a ninguém. Também sei que alguém que num dia é anjo, de repente... vira inimigo público, número Um... diz o povo e com razão, que nas costas dos outros...
E até sei... porque é que é isto agora...
Perdeste as esperanças de uma vez?
Ainda as tinhas?
Ridiculo Tu!

Pensas, que sou torta? Ainda não viste nada!