O Teu Cheiro
Um peito. Ou melhor dois peitos!
Dois braços. Nããão quatro braços.
Um única vontade.
Aquele abraço.
Forte, sentido. Desejado. Querido do verbo e, querido sem ser do verbo.
Obrigatóriamente, além dos braços e das caixas toráxicas, tudo se enlaça.
O meu pescoço, tenta abraçar o teu... mas... o meu nariz, não deixa.
Perde-se nesse Teu Cheiro só Teu. Que me delicia por completo. Me estimula, me faz desejar-te. Me desconcentra de tudo o resto.
O Teu Cheiro.
Uma mistura doce de uma fragância forte, que me leva direita ao teu gosto, paladar, sabor... Que me faz adivinhar, pelo nariz, o teu Beijo, daqueles doces, que comigo partilhas. Naqueles Beijos, em que só um nada, é tudo. Enquanto mantenho em mim, na minha memória o Teu Cheiro. Delicio-me a percorrer os teus cheiros, que sorvo, com prazer. Saboreando, cada um dos meus sentidos, feitos Teus num só.
O Teu Cheiro.
Fica e mantém-se. Mantém-se enquanto a minha memória, dedilha a tua fragância no meu prazer, em fazê-la minha. Mantém-se no meu sorriso. Enquanto o guardo. O interiorizo. O saboreio, ao mesmo tempo, que ele de mim faz parte e me faz desejar-te, querer-te, Amar-te.
O Teu Cheiro.
Aquele, que reconheço, Meu! Que se torna aquela parte tua, não visivel, só minha. Que só eu reconheço... Como se as formas, fossem iguais para todos, mas os cheiros diferentes... consoante... o Nariz. E os estimulos, que ele recebe, que ele imagina... deseja
Se alguém um dia inventar outro perfume, que o faça com o Cheiro Teu.