terça-feira, setembro 20, 2005

Janela

Cheguei mais cedo.
O Mosteiro estava iluminado, mas eu encostei o carro. E estendi-me, sobre o banco do lado. Precisava de descansar os olhos. Não sei porquê. Estava entusiasmadissima, com a ideia de nos encontrarmos, não era tarde, mas ainda assim, devia sentir-me cansada.

Acordei ao toque do teu telefone.

- Onde estás?
- Aqui.
- Não te vejo.

Estava ao seu lado.
Aproveitei a janela aberta e mergulhei, a minha alma, nela.

Ainda assim e sem esperar, tu estavas lá, pronto para te dares a mim. Recebemo-nos mutuamente, naquele Beijo.

Longo. Meigo. Saboreado. Partilhado. Sorridente. Cheio. De tudo. De nada. Sem pressa. Mantenho em mim, o conforto de te beijar, com o corpo de fora do carro, mas com a alma, lá dentro e tu lá.

- Se isto não é Amor... então, não sei o que É...

Talvez tenha sido a frase, que me disses-te, que mais, me tocou...