Dar Amor
Ontem enquanto visitava uma das minhasMamããããs favoritas, deparei-me com um tema, que me interessa particularmente. Lembrou-me alguém de quem acabei por me afastar ou me arredar, com um certo complexo de culpa.
Sou da opinião no entanto, que a nossa sociedade é talvez demasiado egoísta no que se refere a Amar e aos conceitos de Amor, instituidos.
Já deixei transparecer esta semana, que o Amor pelo meu filho tem crescido. Claro que o Amo desde sempre, mas a curva cresce cada vez mais e dúvido que Ame menos outro filho que tenha. É normal (dizem) numa segunda gravidez se ter receio de preferir um filho ao outro. Mas, na prática (dizem) é tudo igual. Há os filhos com umas necessidades e os outros com outras, mas o Amor não se diferencia.
Sempre me fascinou a ideia da adopção e confesso, que embore fique triste, quando as nossas amigas não engravidam, me surpreende que essa hipótese não seja levantada.
Não consigo realmente entender que se Ame um filho, pelo sangue... também tem lá o sangue do pai a misturar-se... é melhor nem pensar nisso...
Gostava mesmo de adoptar uma criança. Existem (dizem, ou li...) cerca de 100.000 meninas e meninos em Instituições, Colégios, Centros, enfim, entregues a profissionais que por mais que se esforcem, não podem substituir a familia nuclear...
Fico de estômago revirado, quando existem pessoas que se opõem à adopção desses meninos e meninas por casais constituidos por 2 pessoas do mesmo sexo...
Ou quando se ouvem histórias de familias de acolhimento, que escravizam essas meninas e meninos com trabalhos domésticos ao fim de semana.
Imagino 2 irmãos a brincarem com o meu filhote (já sei 1º insisto em jogar no totoloto). Gostava mesmo de conseguir fazê-lo, de poder fazer o meu papel, de Amar outros meninos, além daquele que me provocou a maior engorda de sempre...
Adoro-te meu filho, mas uns irmãozinhos vinham a calhar... e não, não me apetece nada engravidar novamente. Mas, apetecia-me ter outro filho, o primeiro precisa de uma familia além da mãe e do cão...
Talvez por isso não entenda que não se levante a hipótese. Não será necessário concretizar, mas levantar a ideia, pensar nela? Afinal, só Amamos os filhos que geramos? Não acredito!
Afinal os pais da criança, não são nada um ao outro... mas Amam-se! Sem sangue!
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