sexta-feira, outubro 22, 2004

Mais dois parágrafos

"(...)a questão da maternidade, me definiu um tipo de relação igual a tantas outras. Uma relação que funcione em estilos idênticos, em que a normalidade da mesma, permita aos filhos serem diferentes, por terem um porto seguro. O viver diário de pessoas diferentes que se desentendem, mas que se Amam e se respeitam... a ideia de conseguir, dar ao meu filho, o que eu quis ver... duas pessoas a viverem na mesma casa, na base do respeito mutuo. (Impossível se não se Amarem) Não consegui. Começo a interiorizar e a repetir para mim mesma, que não é isto que eu quero, repito-o centenas de vezes (...), acabo por explodir, (...) por dentro, anulando-me,desaparecendo, vivendo dentro de mim mesma. (...) para fora, com raiva, de perder tempo da minha vida, com o que não me trás nada e não vale a pena o esforço. A ideia de um casal com os seus filhos, foi-se...

E agora? Essa foi a ideia interiorizada educada,ensinada, que a sociedade nos quer mostrar ser possível, mesmo que não seja, ou seja, mas não o foi para mim. Foi-se a ideia de que poderia ser possível, ser bem comportada, fazer o que os outros esperam de nós... (...) mas estas não são as relações que eu posso viver (...). "