A carta
Lembro-me da carta que te escrevi, quando a tua mãe, estava doente. Não queria telefonar, mas os amigos, que o são, não mantêm silêncio, quando o outro chora.
Sei que a recebeste, na véspera, de ela morrer. Ontem, quando falámos dela. Mais uma vez, não falámos da dor. Mas, os nossos olhos e o sorriso, falaram tudo.
Vejo-te pouco.
Acho que os anos, nos afastaram da mesma sintonia.
Confesso que tenho curiosidades, não satisfeitas...
Mas gosto muito de ti. E gosto quando te vejo.
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