
É linda ela...
Imagino-a num espaço fantástico, envolvente, ao nascer do dia, com janelas abertas e os passaros a chilrear lá fora. Pela superficie envidraçada do espaço, entram os raios de luz, com que a Natureza nos aquece. Venho de passear numa praia, contigo. O vestido de várias cores que me cobre, toca suavemente o chão e aproximo-me do primeiro degrau.
Olho para a enorme escadaria e coloco o pé direito. O salto do sapato, bate no metal e o som martelado do mesmo, assusta o silêncio, que começava então a despertar da noite quente.
Assustei-me e parei.
Recomecei a subir a escadaria imponente e ruidosa e a pouco e pouco, habituei-me ao som exagerado, que eu sózinha num edificio imenso, conseguia provocar.
A meio ... descalcei os sapatos de salto, que me davam o poder de ensurdecer, o silêncio... e em pontas dos pés recomecei a subir, devagar, adormecendo novamente o silêncio da manhã, que queria romper.
No cimo da magnifica escada, podia finalmente observar a caminho percorrido. E procurei o teu colo para descansar, mas tu não estavas lá... e eu nem tinha percebido, que subia a escada sózinha, que o barulho era só meu, que o silêncio tinha sido por mim imposto... eu não tinha percebido, que estava sózinha... de tão concentrada que estava no que fazia eu... sem ti...