segunda-feira, novembro 28, 2005

O conforto da Amizade, no feminino

O Sofá, o Inverno, as mantas e as mulheres...

O Chá, uma bela conversa. O silêncio. A presença, ruidosa, do silêncio, que fazem os nossos sorrisos, quando nos sentimos em casa, quando aquela em que estamos não é a nossa. Entre a palhaçada de 3 gerações reunidas no feminino, de uma familia, que não sendo de sangue o É, na Alma e no Amor, que circula... sei lá eu em que sistema, do nosso corpo ou não...

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A disponibilidade...
Tantas vezes, que não te procuro a ti, porque te acho sempre tão ocupada e sem tempo, para dares conta de tudo... E afinal, estavas lá, aí, sempre, no mesmo lugar de todos os tempos.

Sabes? Mantenho ainda hoje o sorriso, da pergunta do teu pai... Estás a morar onde? Nem ele acreditava que 20 minutos, são suficientes para nos deslocar, de uma morada a outra...

Falávamos mais, quando tinhamos o mundo entre nós... e tu não estavas logo ali... E não nos podiamos chamar, porque estávamos fisicamente longe.

Lembro-me quando vieste de fugida, comida pelo clima, que não o nosso. Sem brilho.
O teu cabelo, tinha perdido os reflexos azulados, do negro liso, que também já não era tanto. Os teus olhos estavam baços, tipo mate, sem expressão, que não fosse um vazio, que não te fica bem.

Senti, aquele Nó no estomâgo, que sinto, quando... tu sabes em que ocasiões... E abracei-te, deixando-te partir novamente, triste, para um lugar que aprendeste a Amar...
Existe algum lugar que tu não Ames?

Acho que tens razão. Tu existes para Amar. O Amor é a tua essência, sempre foi. A alegria faz parte de ti, o humor, a inteligência, a humildade e o Orgulho... a vida reserva-nos sempre algumas surpresas... Eu sei que nós sabemos, que é sempre a mesma coisa, que nada muda... Mas, manter-se realmente exactamente assim, ao fim de tantos anos, de não estarmos só as duas...

Adoro-te miuda e tenho um orgulho do caneco em Nós!

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