sexta-feira, novembro 25, 2005

Porque sim!

Acho que não consegui, explicar, realmente o que penso e o que sinto.

Nunca senti que o facto de ser tratada de modo diferente por ser mulher, fosse negativo. Pelo contrário;

-Gosto se um cavalheiro me abre a porta.
-Gostei dos olhares simpáticos da comunidade no geral, quando estava imensa de grávida.
-Gosto do meu papel de Mãe.
-Gosto de me sentir, naturalmente Mulher.

Também sei que fruto da força transmitida… é quase a medo, que alguém me dá… Porque me é, mais fácil dar, que receber… Como se o receber fosse algo difícil de aceitar, bem… Talvez me tenham dado pouco e eu não saiba aceitar… Ou talvez eu tenha sentido que me deram pouco, do tanto que não soube receber…

Se por algum acaso, alguém me faz um comentário, que sou menos forte (fisicamente) admito-o sem qualquer problema. Mais, aprecio até que o homem, saiba inteligentemente utilizar a sua força física. No sentido de a mesma ser utilizada, onde necessária. Do mesmo modo, que o corpo desprovido de musculo da mulher, é mais “elástico” devido à capacidade inata de gerar.

Assumo o papel conciliador e esférico da mulher. Que a natureza lhe atribuiu. O papel de gerar vida e de a manter. O papel apelativo, que é atribuído a todas as situações em que o mimo, é necessário e essencial à sobrevivência. (Embora, saiba que nem sempre sou assim, ou a maioria das vezes, não sou assim!)

Partindo do principio de que todos sentimos tudo, de modos diferentes. Existem mulheres que não conseguem ser atendidas por ginecologistas homens e outras que não se sentem à vontade com ginecologistas mulheres. Algo, na sua sexualidade as faz sentir assim. Do mesmo modo, que existem homens, que aceitam mais facilmente serem tratados, por enfermeiras, que por enfermeiros…

Vejo a mulher com características, mais intimistas, mais emocionais, com mais facilidade de comunicar e de se abrir, que os homens. Com muito mais interesse por ela própria e pelos outros, quer seja a família, a aldeia, o país ou o mundo no geral…

Para mim é claro e óbvio, que existem profissões tradicionalmente mais masculinas e outras mais femininas. A mulher, que escolhe uma profissão, em que a maioria dos que a exercem são homens… vai sofrer com isso. Mas, na minha opinião, não é por ser mulher, mas apenas por ser diferente dentro de um conjunto. Do mesmo modo, que um cego, que trabalhe na rádio, ou um deficiente motor que seja ser apresentador de televisão, um homem ou mulher preto a candidatar-se a primeiro ministro de um país maioritariamente branco, um recém licenciado, num grupo em que todos têm mais de 10 anos de experiência.

A diferença, existe. É uma realidade, mas não deve ser atribuída ao factor sexual, como um factor que assumimos à partida discriminatório.

Se existem 10% de mulheres deputadas é porque, existem menos mulheres a quererem ser politicas, do que homens. Porque existem menos mulheres a procurar o poder, do que homens. Mas, as que querem o poder, atingem-no. É a mesma coisa, que a menina mais feia da sala querer namorar o menino mais bonito, quando existem pelo menos 5 fantásticas, 5 médias altas, 5 médias baixas e ela, no fim da fila. A luta, não será fácil. Ela terá que analisar, se vale ou não a pena o esforço… E acontece o mesmo se se falar de o menino mais feio e da menina mais bonita da sala.

O que se procura é ser o melhor… se escolhemos um terreno que nos é hostil, claro que corremos mais risco de sermos mal sucedidos. Mas, não é o facto de sermos mulheres ou homens que define a dificuldade.

Quanto à família…

Para mim, é claro que se eu saio de casa à mesma hora que o meu marido, para trabalhar e regresso à mesma hora que ele. Ele tem as mesmas obrigações e direitos que eu. É uma questão de respeito e não uma questão sexual.

Se eu me levanto à mesma hora que tu e trabalho tanto como tu. Então em casa, é tão desonesto que eu me sente a ler o jornal diariamente enquanto tu fases o jantar como o contrário.

É claro, que as mulheres conseguem trabalhar 8 horas por dia (ou mais), serem tão bem sucedidas nas suas carreiras, quantos as suas opções o quiserem ser… sendo ao mesmo tempo, mães, mulheres e esposas…

Os homens por seu lado… mantém as suas profissões, trabalhando o mesmo número de horas, querem ser melhores pais… mas não sabem bem como, porque tiveram muito poucos exemplos disso. Raros, são os pais de hoje que tiveram pais aceitavelmente presentes… ou participantes. Querem ser bons maridos, mas também não sabem como, que com mulheres tão capazes de tudo, convenhamos… onde é que podem brilhar…? Querem ser mais participativos, mas como têm pouca flexibilidade e capacidade de adaptação, é-lhes muito complicado…

Em suma….

Quem me parece que precisa de definir o seu papel são os homens, que insistem em fazer de conta… que… E como não sabem lidar com as este tipo de questões, ignoram-nas… Mas, nós deixamos…

Os nossos pais diziam-nos que lá em casa era ele, que mandava, porque era ele, que punha a comida na mesa… E era essa capacidade que lhe dava todo o poder, a mulher e os filhos precisavam dele para subsistir… A partir do momento, que as mulheres subsistem sem eles… É o papel deles, que tem de ser redefinido e não o nosso… Mas, a nível familiar…

A mais nenhum!

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