Por favor indignem-se, reclamem
Não, não é de politica que falo. Falo de Nós!
Ontem, em sequência de um post da Muito mais Azul, deixei um comentário dizendo que não tinha visitado os links sugeridos (não consigo ter tempo para tudo...), mas a perguntar se existia uma caixa de e-mail para onde pudesse; reclamar, escrever, enfim dizer de minha justiça.
Para minha surpresa, oNetwork, envia-me um e-mail com esta caixa do correio gme@min-edu.pt e eu mortinha por poder desabafar para o sitio certo;
Exmo. Ministério,
Não, não responsabilizo a Sr.Ministra Maria do Carmo (desculpe a proximidade) pessoalmente, por todo o processo.
Para responsabilizar alguém, pessoalmente acho mesmo que o responsável é o Senhor Presidente Dr.Jorge Sampaio, pela não convocação de eleições antecipadas, quando o deveria ter feito... ele sim, fez uma avaliação incorrecta do problema e agora ninguém o responsabiliza por nada...
Escrevo, porque sou Portuguesa, porque sou cidadã deste país e porque pago impostos. Como tal cumpro com as minhas obrigações, posso exigir, que pelo menos me respeitem por isso.
Escrevo, porque não concebo que se trate com tanta veleidade a Educação e formação de jovens que precisam de contar com limites, com linhas, com definições, com exemplos a seguir.
Escrevo, porque não consigo deixar de me indignar com o desrespeito geral, pela vida das pessoas, sim porque é de pessoas de carne, osso e sentimentos, de que estamos a falar e não de Ministros ou Empregadas de Limpeza.
Talvez eu seja previligiada. Estudei sempre em colégios particulares, excepção feita a 2 anos de Liceu (fantásticos). O meu filho hoje a completar 3 anos, provavelmente também o fará... contra gosto da mãe. A mãe do meu filho, defende que as pessoas devem viver as realidades, as bases (utilizando linguagem politica) e não existe local melhor de acção social e aprendizagem da diferença, do que uma escola pública, onde existem meninos de todos os extractos sociais... Neste momento não sei o que pensar. Não gostaria que o meu filho, estudasse a pensar que é superior a alguém, porque não é... Mas, não quero que o meu filho estude num sistema, sem rei nem rock, sem leis, sem principios elementares de respeito, de correcção, de formação.
Escrevo, porque nos bancos (espera-se cadeiras) da escola neste momento estão sentados, os médicos que me vão tratar, os professores que vão formar o meu filho, os engenheiros, os canalizadores, os assistentes sociais, os técnicos de informática do futuro, que começam já a aprender (eles aprendem sempre o que não devem), que podem falhar... sem noção de responsabilidade, pela vida do outro, que depende do meu trabalho.
Não, não sou professora.
Respeito as pessoas que trabalham e não concebo que a população juvenil deste MEU país veja a seguir ao Euro, esta apatia geral, pelo que interessa; o Respeito.
Atenciosamente
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