A mesma história
Eu, posso dizer que não me deste a atenção devida. Que falavas 1000 e fazias 1. Que monologavas, sem conversar. Que não quiseste entender. Que me tratavas, como se fosse tua mãe. Até sei que gostavas de mim, mas para dentro. Queria tirar e trazer ao de cima, o que manténs aí escondido a sete chaves... Mas, a idade era outra e sem chama, falta-me a paciência e a disponibilidade, ou talves seja melhor chamar-lhe; vontade.
Diria que me enganaste com a tua conversa, com a tua proximidade, intuida, mas inexistente, porque não revelada, vivida. Tipo o peixe do aquário. Está lá... Mas na verdade, não serve para nada. O do congelador, também está lá, não se vê, é feio que se farta, mas serve para alguma coisa.
Tu não falas. Não dizes, não verbalizas.
Mas, podes dizer que te traí. Que me Amavas o suficiente para me querer, mesmo depois de te saberes traído. Que não deixaste de ter confiança em mim. Que tiveste um filho comigo, mas que no fundo, Eu nunca te Amei. Que no fundo, não me conheceste e foi aí, que eu te enganei.
O teu lado da história, é muito mais real que o meu. Mais fácil de se escrever. Quando te leio nas palavras que escrevo tuas, vejo-me como não sou. Leio o que em parte não é. E que a Má sou eu.
Mas, não sou.
Simplesmente quero Ser e não Ter.
Quero Amar e não me saber Amada sem o ser.
Não é só o resumo, que descrevemos de modo diferente. Foi o modo como o vivemos, que não foi nem sequer semelhante.