Retratos virtuais
Conheci-a por aqui. Comecei a lê-la através da 1 pouco mais de azul. O post que me revelou a sua sensibilidade e que recordo, sem voltar atrás e ler tudo novamente, falava do Sr.Joaquim. Imaginava-a menina, de cabelos compridos de cor castanha escura e franja... tal e qual a outra menina do mesmo nome, que conheci quando também eu era menina. O meu inconsciente tranportava-me para lá.
Um dia, recebi um e-mail, deste conjunto a quatro que entretanto se desenhou. Dizia ela (a outra); "preciso de abraços, de contacto de pele..." qualquer coisa assim do género... Ok, vamos lá então ao contacto da pele, aos diferentes brilhos de olhos...
Encontrámo-nos naquele ponto, a que eu cheguei à hora e onde ela já estava, há meia hora... não dorme, não descansa, qualquer dia fica doente... "Tás a ler, ó miúda?! Vê se descansas..." Encontrei-a loura, gira e descontraída. A voz diz "Fumo, pois!", o sorriso diz "Gosto de te ver!", "Tira os óculos" pedi-lhe, "Quero ver-te os olhos", castanhos, cor de mel, daqueles que ficam clarinhos, quando a luz lhes incide em directo. "Anda, vens no meu carro"- diz ela. "Ok"- acedi. Não passaram mais de 10 minutos... "Importas-te que tire os ténis?" a manhã estava fresca, embora ainda fizesse muito calor. "claro" - E eu estava em casa.
Tentámos não falar em nada, que tivessemos de repetir quando o outro lado deste quadrado, nos encontrasse. Mas, ainda assim a coerência do nosso discurso, era impressionante.
E sempre que com ela falo, é assim, como se nos conhecessemos de sempre, de nunca, daquele talvez que um dia desenhado, por alguém que não nós e nos permite no hoje, encontrarmo-nos aqui e conhecermo-nos aqui também.
Um beijo miúda, gosto muito de ti!
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