O primeiro dia do resto das nossas vidas
Estou mais nervosa, ansiosa, expectante, hoje sobre umas eleições no lado de lá do oceano, do que estou quando essas eleições ocorrem, aqui...
Estou curiosa, desejosa, quase que a rezar aos anjinhos para que o resultado seja o que eu quero... mesmo não sabendo se é ou não o melhor, para este mundo cada vez, mais... diferente do que eu gostaria que fosse.
Fujo de me sentir dependente de tantas coisas na minha vida... e depois sinto-me, assim, depende, agarrada, presa, a um cowboy lá do outro lado do mundo...
É nestes momentos, que me sinto tão pequena, tão incapaz, tão estupidamente insignificante... e me pergunto, porque é que por vezes dou tanta importância, ao que provavelmente até não é assim tão importante.
Talvez esteja na altura de perceber a nossa real importância se conseguirmos ser tão importantes, quanto aquilo que somos capazes... Se todos fizermos uma parte... ficaremos menos dependentes dos outros.
Há cerca de três semanas conversava com um casal americano sobre estas eleições. Eles, não percebem a posição da Europa (nunca me senti tão "Europeia"), para eles é claro, que eles é que estão certos e nós não estamos a ver claramente... Votam democrata por questões de valores defendidos e não por causa da politica externa. O seu presidente é deles todos e enquanto estiver lá é deles, mesmo que votem no outro... Não sei se é estupidez ou inteligência, mas a verdade é que se unem... e é a união que os fortifica.
Sem comentários:
Enviar um comentário