A casa do pai
Pela primeira vez, desde há 2 anos e meio, fui levar o meu filho, à casa do pai. Significa que não o fui levar à casa da avó e do avô, mas à casa do pai.
A excitação era imensa, minha e dele.
Apesar do Besnico conhecer bem a casa, eu nunca o tinha levado lá, e ele nunca tinha dormido lá. (Nem eu)
Não me cansei de elogiar a casa (que não conhecia). Cheia de luz, áreas boas, espaço e conforto. Aliás, com cortinados e candeeiros em todas as divisões, algo, que não acontece lá em casa…
Vim de lá inchada e orgulhosa. Sempre achei que o pai só se mudaria lá para casa, quando tivesse namorada/empregada doméstica… procurei os sinais exteriores de algum tipo de presença feminina, abri armários (para ver, a arrumação). O pai, fez questão de me mostrar outros e não dei realmente, porque fosse assim…
Fiquei satisfeita de me ter enganado e do pai, me ter surpreendido pela positiva. Gosto de os ver juntos. Da alegria espelhada no rosto dos dois. E dos ver, numa casa com 2 homens… e me rir de imaginar a bagunça, em que deve ter ficado, ontem.
De finalmente achar, que com um espaço deles, a cumplicidade se estreitará, sem divisões entre avó e avô… e a casa deles.
Pode ser que agora, o pai, possa passar mais tempo, com o seu filho.
Neste momento, estamos em Paz… e isso descansa-me o sono.
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