Presente
Acabaste mesmo por vir. Sem eu esperar, embora o desejasse, te desejasse, sempre.
Foi bom, o presente que me ofereceste, naquele presente que já passou, mas que se mantém sempre desejado, em todos os momentos, que te desejo presente e não estás.
A pouco e pouco e sem eu perceber, nem como nem porquê, muito menos por quanto tempo; estás. Num presente, que se vai fazendo, quando se pode fazer, sem evitar a ausência de tantos presentes, que te queria dar, oferecer, contigo partilhar.
Boa, esta calma de espirito, que se faz com a tua presença, como a peça que me faltava para me equilibrar, não sei bem, se corpo, se alma, se vida, se amor, ou se simplesmente a tua falta, dentro do meu Eu, do meu Ser da minha essência, que um dia fiseste tua. Não sei.
Sei que te sorrio e te desejo e te sinto bem, comigo e em mim, bem perto, tão longe. Sei que te sinto sorrir, quando não o queres fazer e que foges de mim, sem querer, querendo-me, ou não... Sabes tu? Eu não!
Mas, estás, finalmente não foges... E eu descanso, deste ano cansado de tanto correr atrás de ti, que não tenho, mas não foges. Estás, mesmo que não estejas, ficas...
E eu descanso, sorrio e danço, danço, danço...