quinta-feira, abril 28, 2005

Prémio Nobel do Amor

Eu estava grávida de 7 meses. Passeávamos as duas, junto ao Rio e falávamos de Amor. Eu dizia-lhe que o Amor, entre duas pessoas - falamos do Amor Par/conjugal - é um bem raro, precioso e escasso e não acontece a todas as pessoas. Existem pessoas que conseguem essa proeza, mas não está ao alcance de todos.

Encontrar a pessoa certa, no momento certo, no local certo, é obra. Mas evoluir no mesmo sentido durante anos, mantendo, cuidando e alimentando um Amor, é uma conquista digna de um Prémio Nobel.

Ela ficou boquiaberta a olhar o meu barrigão e o meu sorriso calmo e descontraído. Adivinhei-a pelo olhar e respondi; “Não perguntes, que eu não quero responder!“ E ela não perguntou… e eu não precisei de responder.

A mim, a vida presenteou-me com mais do que um Amor. Inclusive duas vezes um desses Amores, mas não consigo deixar de acreditar, que o Amor vivido tem um prazo de validade, mais ou menos curto ou longo. Mas, que acaba por expirar.

Ficam-me cravadas na alma, as alegrias, no coração as tristezas e no sorriso as memórias Boas dos Amores vividos, partilhados, com principio, meio e fim.

Algures em mim, fica ainda, apesar dos brancos, que tento esconder, a esperança, de ser uma das privilegiadas nesta vida e de no fim da minha vida, me atribuir a mim mesma um Nobel.

O Prémio Nobel do Amor.

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