Geração seguinte
Estávamos em amena cavaqueira, quando senti os teus dedos a tocarem os meus. A medo, quase com receio, foste-te chegando a mim, encostando o teu braço ao meu. E como quem não quer a coisa, precisavas segurar a minha mão.
Não sei porquê.
Tinhas a tua mãe, logo ali, à mão de semear, mas vieste para perto de mim.
E eu ao sentir a tua mãozinha na minha, segurei-a, como se tivesse sido eu a procurá-la, acariciei-te o cabelo, cheguei-te a mim, bem juntinha ao meu coração e abracei-te, de modo calmo e disfarçado, como tu gostas... Sem que ninguém o percebesse, a não ser a tua mãe.
De cada vez, que te chegas assim desse modo a mim, delicio-me, derreto-me, fazes-me uma mulher tão feliz...
Aí está um Amor conquistado, dorido. Para quem chorava assim que me via chegar. Com quem a primeira fotografia que tirei já tu tinhas 2 anos e ainda assim em planos diferentes e falsos... para que parecesses perto.
Eu gosto tanto de ti.
Foste a primeira desta geração abaixo e serás sempre especial por isso e não só. Por seres tu, por teres esse jeito timido e a gargalhada forte... por sorrires e observares tudo à tua volta, por seres tu.
Gosto, muito de ti, priminha linda e contas sempre, sempre comigo.
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