Ser ou não ser Feliz
Hoje, escrevo sobre felicidade. Sobre o que me faz feliz, ou infeliz. Tentarei diferenciar felicidade de gozo, ou prazer, ou alegria...
Bem, parece que falo de um sentimento de bem-estar. Bem-estar geral, não localizado, não dependente, simplesmente existente.
Fartei-me de me abanar, tipo cão, para ver, se o que eu não queria, se se não colava ao pelo meu... Escrevi e voltei a escrever sobre dependência e independência, sobre; Amor, Paixão, Perdão, sexo, amizade, respeito, educação, verdade ... enfim, pontos chave das nossas vidas que nos fazem rodar a todos, mais para aqui ou mais para ali...
A insatisfação geral dos ultimos meses... (?) mentira... são anos... talvez seja melhor para mim, não fazer contas, não os contar, nem identificar...
Mais insatisfação, mais desconforto, mais tentar limpar de pele, mais esfoliante, mais cobra, mais daqui ou mais dali... escrevias tu, miuda gira, sobre as lagartas, que viram borboletas... algures, num dia destes lia, não sei onde, que a lagarta tem que se esforçar e bem, para virar borboleta... e quanto mais se esforçar enquanto lagarta, mais forte e saudável será como borboleta.
E assim, se passaram 2 ou 3 anos da minha vida. Matei a borboleta, que fui e "lagartei" (ai... uma benfiquista a escrever, esta palavra), no sentido da lagarta... agarrei-me a um Amor, que senti sózinha (paranóia) e fui agarrada a um estado de vegetação continuo e real.
Identifiquei o estado e apesar de estar contra gosto e sob protesto, era irresistivel para mim... quase como mel, amargo, mas doce ao mesmo tempo.
Há algum tempo identifiquei as migalhas e não os bolos e ainda assim, apostei... Passado algum tempo, percebi que o meu número era o último da fila e que esse não seria o meu lugar, mas a parte fisica é importante e o sexo impõe-se em qualquer paixão unilateral ou não, que se preze.
Somados os pontos, olho para mim hoje e sinto-me a borboleta, mais gira do mundo. Mais forte, mais resistente e mais capaz, que qualquer outra borboleta do meu Jardim. Olho para mim, com um imenso orgulho de ter tido a capacidade de não fugir. De ter tido a capacidade de Amar, com fé. De ter tido a capacidade de ser Eu. De não mentir. De dizer, sempre e em qualquer circunstância a verdade, nem sempre de modo simpático, pois nem sempre o sou. Mesmo sabendo, que muitas dessas verdades, jogavam contra mim... (?)
Olho para mim, com um sorriso de satisfação comigo mesma.
Olho, para a pele que deixei no chão atrás de mim, com a certeza de que um dia, sorrirei à minha dor, com carinho e sem o orgulho, que me invade hoje.
E é por isso que me sinto feliz. E como preciso de estar sempre apaixonada... há mulheres assim... Hoje, estou apaixonada por mim! Foleiro, não é? Mas, é assim!
E o meu sorriso, não me larga... com chuva e tudo!