segunda-feira, maio 30, 2005

Conversa da cueca

Não saiamos juntos há 6 anos.
Já nos tinhamos encontrado noutras ocasiões. Em nenhuma delas, ele foi simpático. Se eu perguntava pela familia, a resposta era sempre violenta. Por ele, achei sempre melhor, não perguntar, que a resposta, poderia não me agradar.
Ao fim de alguns anos, resolveu ligar-me nos anos e ficámos meia hora á conversa.

Não sei exactamente, como avaliar, este encontro.

Gostei, que pudessemos sair e conversar. Ter uma conversa civilizada, entre duas pessoas, que um dia, foram muito/bastante apaixonadas uma pela outra.

Tenho esta mania, de não deixar desaparecer pessoas, que um dia amei. Faz-me imensa confusão, a guerra declarada entre duas pessoas, que um dia foram importantes, ou mesmo a indiferença. Quer seja o caso de Amigos ou namorados. Mais ainda a familia...

Eu tinha ideia que ele, é que tinha acabado. Ele diz que fui eu!

Fiquei sem saber... Mas, já passou muito tempo e honestamente, não sei precisar, nada de concreto.

Não gostei de ouvir dizer, que o magoei.
Não gostei de ouvir dizer, que o fiz sofrer.
Não gostei de perceber, que no fundo, no fundo, aquele homem, me tem uma raiva latente e prontinha para me agredir, à primeira oportunidade. Por essa dor, que a minha força provoca nele. Por um não ter surgido ninguém que tenha sido importante. Como se a culpa fosse minha.
Não, não gostei de ouvir, a insinuação que funciono como a louva deus. Como o macho, no fim da cópula.
Não gostei de perceber, que foi e ainda é o sexo, que o fascina em mim... porque tudo o resto é mau...
Não, não gostei de perceber, que a questão é muito mais sexual que emocional.
Não é de mim, que ele tem saudades. É do sexo, que tinha comigo...

E hoje, estou em dia de achar, que isso é péssimo!