Medo
De cada vez, que começo a escrever, escrevo sobre o que não me apetece, escrever. Sobre o que vejo e não quero ver. Sobre o que sinto e não quero sentir, ou penso sentir e não sinto.
Estou a precisar de deixar o coração sózinho, à sua mercê, sem esta terapia de análise, a que o tenho sujeitado, no último ano.
Vou deixá-lo, aquecer-se pelo sol, pelo céu azul. Pelo cheiro das flores. Chega este tempo e os corações aquecem-se, para tantos lados. Baralham-se todos. Querem é estar quentinhos... ou quentes, enfim aquecidos, ou estimulados.
E estão... Mas, acusam o cansaço do esforço.
Não quero verbalizar o que sinto. Apetece-me enganar-me por um tempo. Até me fartar de me mentir, apenas porque estou cansada para assumir a verdade, que conheço, reconheço. Mas, faço de conta.
Bom Dia vida.
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