quarta-feira, maio 18, 2005

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

Já sei, hoje é dia de escrever a verde e hoje, para ti, escrevo a verde. A cor do teu clube, a cor em que escrevias para mim. Eu respondia em Rosa, que escrever a vermelho é feio e não se faz.
E são essas cores, sem música, que não faço ideia como se inclui aqui, que partilho com o mundo, essa uma das músicas nossas, que para mim cantas, como só tu, em mim.

E depois fico com dúvidas e....
Ando melga, insegura eu sei.