Flores
Entre rosas e cravos, a paixão pelo sentimento ligado às cores de fogo, não me largam, não me deixam. Ficam em mim, presas no espaço livre, que a Natureza, me deu. Onde o Amor e o êxtase se intercalam juntos e separados, entre o desejo de te Amar e o oposto que te expele, repele repetida e continuamente.
Ficas, o tempo, que o prazer te permite Amar-me e vais quando te cansas deste desejo repelente, das trocas de tudo a que nos damos.
Entre o vermelho e todas as outras cores ligadas a uma paixão, em que me vês verde. Ressaltam os lábios mais vermelhos que nunca, mais lisos que nunca de tanto que te beijo, querendo-te, naqueles momentos mágicos que nos olhamos, sem percebermos, os corpos juntos, que Amam com a alma.
Sem espaço, nem tempo. Num presente, que um dia já foi, que será sempre. Mas, não tem tempo no presente, por falta dele, com o excesso do mesmo.
Entre rosas brancas e cravos vermelhos, as nossas flores misturam-se, com os nossos tons, mais ou menos transparentes, que nos cegam e nos lêm, como tu, nem ninguém.
Todas as ligações do meu corpo com o exterior, te vão esquecendo à medida, que ficas longe e o espaço livre, que mantenho, estreita-se torna-se mais pequeno… nesta elasticidade de sentimentos e paixões, presos na vontade de Amar e ser Amado.
And I feel like dancing, dancing, dancing in the wind…