quarta-feira, junho 08, 2005

Amar e ser Amado

Diziam vocês que cada um ama à sua maneira. E eu acho ate´que têm razão. Muita mesmo. Mas, nós, ou pelo menos eu - hoje estou muito generalista - gosto de gostem de mim, mas gosto também, que gostem de mim à minha maneira.

Vejamos;
Se eu não gosto de cravos vermelhos, quem gosta de mim, não me oferece cravos vermelhos... a não ser em contextos especiais... ou com uma finalidade bem definida... irritar-me, ou brincar comigo...

Se eu não gosto de favas, ninguém que goste de mim, me convida para almoçar e me cozinha favas.

Agora eu,
Se eu - apesar de não gostar de cravos vermelhos - gosto de alguém que deles gosta, posso até oferecê-los, ou não. Mas, pelo menos aceitá-los numa jarra, desde que não seja sempre...

Se gosto de alguém que gosta de favas e estou com esse alguém com feequência até posso cozinhar favas, por mais que eu não goste, por vezes até do cheiro e claro, desde que não seja sempre...

Era a véspera do nosso casamento; tinhamos combinado, ir colocar na nossa casa, os presentes que estavam a atulhar a sala dos meus pais, que receberiam convidados no dia seguinte.
Nunca me preocupei com o carro que me levaria á Igreja e dizia sempre com ar de graça, que não me importava de ir a conduzir a 4L. Não achava lá muita graça, aos carros de noivas cheios de flores e almofadas... pelo menos para mim. Nos outros até sou capaz de achar piada, mas para mim, não.
Não havia telemóveis.
Ele não aparecia... Era meia-noite e nada. Lá foi o meu pai e eu fazer duas viagens, para transferir os caixotes, de uma casa para a outra...
Ligou às 2 da manhã... Já não consigo traduzir o que disse. Mas, fui má. Tão má, que no dia seguinte de manhã, antes de me vestir achei melhor saber, se ele ainda queria casar comigo... ele quiz... Mais tarde arrependeu-se... mas essa é outra história...

No dia seguinte de manhã, lá estava o carro todo pipi com flores no capôt e tal. Foi por causa da Merda do carro, que eu e o meu pai andámos à meia-noite, a carregar com presentes de um lado para o outro?

Não, não dei valor. Nenhum. Pelo contrário. Irritou-me solenemente, quererem agradar-me com algo, que já sabiam, eu não dar importância e deixarem-me pendurada 3 ou 4 horas, à espera de alguém, para fazer algo de importante... para mim...

O que me danou na altura, foi não me terem dito. Ou seja. Ligava dizia, que tinha surgido um problema, ou que queria ter um carro XPTO, porque para Ele era importante. Eu estrabuchava na mesma... mas, não me responsabilizavam, por uma surpresa, que não de todo do meu agrado e me falhavam em algo que era importante mesmo.

Porquê este post?

Esta conversa veio, já não sei a que propósito e continuamos os dois a pensar igual... Depois contei a mais alguém, que acha mesmo que eu não tenho razão... Que eu deveria ficar contente e feliz porque me quizeram fazer uma surpresa... mesmo sabendo que eu ficava pendurada em algo importante...

Digam lá!

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