segunda-feira, junho 27, 2005

Coração nas mãos

Várias foram as vezes, que senti o meu coração disparar.

Do tipo ver aquele nome, no visor do meu telelele. Ouvir, aquela voz, daquele homem, naquele dia, aquela hora. Tremer, só de imaginar, que vou estar frente a frente, tipo primeiras vezes, com o objecto da minha curiosidade, ou desejo.

Sentir o coração na garganta, com a ansiedade instalada, à espera do próximo momento desconhecido. Enfim, já senti o meu coração disparar centenas de vezes… espero voltar a senti-lo, pelo menos mais umas dezenas…

Mas, nunca tinha sentido o coração de outra pessoa, literalmente na minha mão. Nunca tinha sentido, o coração de outra pessoa bater na garganta, dela.

- Telefona-lhe – disse-lhe Eu.

Do outro lado da mesa, ela transformou-se. Primeiro reflexo, perdeu o sorriso lindo, que a caracteriza. Segundo ou simultâneo ao primeiro… lançou-me aquele olhar de “Estás a falar sério? Ou a brincar comigo?” Terceiro reflexo, dedos à boca, toca a roer as unhas…

Desatei-me a rir!

- Tu não me digas nada, que eu já tenho o coração a disparar.

E eu acreditei. Eu acho mesmo, que eu lhe via o coração bater.

Estiquei a mão e coloquei a palma da minha mão, sobre o seu peito; Assustador. Eu nunca tinha sentido, um coração bater assim. Retirei a mão, numa fracção de segundo, incrédula.

Voltei a fazê-lo… Não contente, subi a mão, ao pescoço. Senti aquele coração bater na minha mão. E na garganta dela, só com a sugestão…

Fiquei cheia de inveja “boa”; eu gostava de sentir isto. Pelo menos uma vez, ou só uma vez… Impressionante, como há corações que batem e como por Amor.

Eu gostava de Amar assim. Eu nunca Amei assim. É possível Amar assim!

E depois esta menina, escreve… escreve lindamente, escreve com o coração nos dedos, com a paixão na pele,

É um privilégio conhecer-te. És um dos “in-acasos” da minha vida. Mas, sem dúvida um muito especial. Daqueles que eu tenho a vida toda para descobrir, porque se cruzam comigo. Porque de cada vez que acontece estarmos juntas, descubro mais outra razão.

Margens

Sem comentários: