Familias diferentes...
A "Muito" Mais Azul , escreveu um texto, sobre Pais e Filhos. Comecei a comentar, mas… o comentário transformou-se em post;
“Pai e Mãe, são sempre Pai e Mãe.
Que “papel” é que cada um representa na vida dos seus filhos, ninguém pode definir, ou escrever em papel, com tempos, falas, ou emoções previamente definidas, ou seria condicionar, os relacionamentos, entre pessoas, que é suposto Amarem-se.
Cada um de nós que escreve sobre o tema, é porque se interessa por ele… facto, que não acontece com a maioria dos Pais e Mães, separados/divorciados ou não.
À primeira observação e tentando esquecer-me, que sou mãe, de um menino com três anos e meio e separada do seu pai, estar com um filho de 15 em 15 dias, não é rigorosamente nada.
De 15 em 15 dias, vejo eu os filhos dos meus Amigos.
O hábito, no entanto, parece-me ser uma das pontas deste novelo. Eu e o pai do meu filho separámo-nos, quando ele tinha 11 meses. A memória, existente é intrínseca (não acredito, mas devo levantar a hipótese), nenhum dos dois tinha o hábito de estar com. No entanto, e também porque ele foi viver com mãe (a maioria faz isto, o que é muito complicado de entender, diria respeitar, mas é talvez um pouco forte…), o Besnico foi logo no fim de semana seguinte, passá-lo com o Pai. Algo, que não acontece em crianças, tão pequenas. A grande maioria das vezes, porque as mães, inventam um monte de desculpas, para desresponsabilizarem os pais. Claro, que se começarmos por aí, nem pai nem filhos se habituam uns aos outros e depois é tudo mais complicado e dificil, para todas as partes.
Parece-me e sublinho parece-me, que verdades absolutas não existem; que quando as crinaças já são crianças e não bebes e já existe um contacto e um relacionamento com os pais, forte e saudável, é tudo muito mais complicado.
De 15 em 15 dias, não é nada. Mas todos os fins de semana? Então e eu, mãe, não tenho o direito de estar com o meu filho, num tempo de relaxe? Sem ser de insistir, com o levantat-te, come, veste-te, despacha-te, lava os dentes, arruma o quarto, vai dormir…. Etc. etc. etc…
Existe a solução do meio da semana, que só é viável se os pais viverem perto e a escola for perto dos dois…
O pai é pai todos os dias. Sim, é verdade, mas com que papel? Conheço um caso em que o pai vai todos os dias acordar o filho ( a casa da mãe ), dá-lhe o pequeno almoço e leva-o à escola. Vai buscá-lo à escola e umas vezes, dá-lhe banho e jantar e deita-o, outras sai e volta só para o deitar. Depois o pai vai para sua casa… e o menino, não conhece a casa do pai… (esta situação existe há 1, 2, 3 anos… não sei bem) Claro, que pai e Mãe, ou pelo menos a mãe, vive sozinha. O que é que se vai passar na cabeça desta criança, se a mãe (giríssima por sinal) um dia resolver viver com mais alguém?
Ou se o pai, se apaixonar? Que noção de separação é que esta criança tem?
Quando eles são adolescentes…
Nessa idade por principio, está-se pouco com os pais. Como é que se define, 15 em 15 dias? Parece-me, bem sublinhado, que é uma construção ou/e uma paixão.
O meu Besnico, que só vê o pai de 15 em 15 dias e que sabe Deus, o que foi preciso para o pai perceber, que 36 horas não é sequer fim de semana… Finalmente atingimos o patamar das 48 de 15 em 15 dias… é perfeita, completa e totalmente apaixonado pelo Pai. Tanto, mas tanto, que eu tenho uma ciumeira doida… Chega a dizer, que mora com o pai… Quando percebe ser fim de semana, pergunta se não vai para o pai… enfim, nada fácil de digerir…
O papel, que o pai escolheu, foi o de 15 em 15 dias… sem responsabilidades… só comidinha… e paródia…
Ou seja, não é fácil definir situações ideais. E cada caso é um caso. Cada criança, com as suas necessidades. Cada adulto, com as suas necessidades e opções…
Falta-nos falar, das famílias, com filhos dos outros… Ou dos nossos filhos educados em conjunto com outros, que não lhes são nada… Mas, podem ser mais Pais que os Pais. Umas vezes, por culpa das Mães, outras por opção dos Pais.
O que para mim é fundamental que o meu filho perceba é que o Pai e a Mãe, o Amam muito. Mas, que não vivem juntos e que a possibilidade de isso acontecer, está numa fórmula, ainda não descoberta… E o que me cria mais expectativas… Que mulher é que o pai, vai arranjar? E que papel, é que ela vai desempenhar, neste processo!??"
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