sábado, janeiro 08, 2005

Bem me quer, mal me quer

Tiravas de mim, o melhor e o pior.
Ensinaste-me o melhor e o pior de mim, ainda assim, não percebeste nada. Continuas sem perceber nada, estás tão centralizado sobre o teu próprio umbigo, que continuas a ver.me, como uma Mulher má. Vês em mim, um lado meu, mas não entendes o outro. Nunca entendi, se me Amas, ou se me odeias…
Fiseste mais uma vez questão, de falar na tal minha fotografia, que já te tinha dito, que também tenho.
Odeias o social… estavas tão desconfortável!
Eu gosto. Pois gosto. Gosto muito. É o meu lado sol, o lado que os outros vêm.
Fiz questão de me manter afastada. Mas, ainda ssim, gostas de me provocar… como sempre, tirando, puxando, ou pelo menos tentando evidênciar o meu lado, insatisfeito, quesilento!
Azar!
Não me apeteceu.
Amei o tempo que estive contigo. Mas será impossível dizer-to. Tu não queres ouvir. Como se esse entender, te obrigasse a ver, o que tu não queres ver. Continuas a passar para os outros, a dor que és tu que investes e insistes em ter. Que crias, dentro de ti. Que te impões. Parece que gostas mesmo é de sofrer. De estar zangado e mal disposto. Cristalisaste lá, naquele ponto e, estás lá…
Despejas na natureza, a tua energia, exploras-a, a teu belo prazer… Mas, insistes em não receber nada dela… Afinal, eu aprendi bem mais do que tu, com ela. Contigo.
Aprendi contigo,a amar o estado natural. A Amar a natureza e o que dela Eu, tenho de mais natural… em mim. Apaixonei-me de modo espontâneo, com o bom e o mau em excesso. Tipo teenager. Louca, feliz, completa. Mas, tu não viste…
Por trás dessa teenager, estava Eu. Tu viste-a. Mas, não sentiste. Intuiste, mas não sentiste.
Descobri contigo, que o meu corpo ainda sabia Amar, desejar, querer, disfrutar. Quando eu pensava, que já nada de novo, a vida tinha para me mostrar. Quando eu acreditava piamente que o resto seria insonso. Foste tu quem me mostrou que a vida, tem sempre sal… Talvez um pouco salgado… Porque é que morreu a paixão? Porque, ao contrário do que tu pensas. Eu quero Paz. Amor. Sorrisos. Por mais que eu me passe na discussão, que goste de ir ao fim da mesma, não gosto dela… Ainda assim, é só assim, que tu sabes viver. Enresinado com a vida. Queria tanto dizer-te para a aproveitares. Para a viveres, para sorrires, para ela… Mas… para levar pedrada… Não. Vou devolvê-la com juros… e foi por isso que me afastei de ti. Não me enganei, continuas a insistir, em sublinhar as minhas guerras internas, em vez de as pacificar... Esse é um trabalho Meu, só Meu. Posso partilhar, o que essas guerras me fazem sentir, com quem me quer bem, quem me quer feliz... Não em guerra!
Queria tanto que fosses feliz.

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