terça-feira, janeiro 18, 2005

Violência Infantil

Sempre tive medo, que o meu filho fosse "dos que levam". Afinal, começou a gatinhar mais ou menos aos 10 meses... ou será 11? Não sei bem! Sei que quase não gatinhou e começou a andar aos 12 meses. Até aqui pacifico.

Eis que começa a ir ao parque e a arranhar e empurrar e puxar e agredir, tudo quanto é criança... Se é pequeno... é porque ele é mais forte. E, se é maior... pois isso não interessa nada.

Quando foi para o Jardim de Infância, essa foi desde logo a minha preocupação! Mas, a Senhora Educadora, diz que eu sou ansiosa...

A verdade é que na sexta-feira, vinha o recado, que o Besnico, além de não se conseguir concentrar no "tapete", ainda tinha passado a semana toda a empurrar os outros meninos... Claro, que eu é que sou doida... Filmes de homem aranha aos 3 anos... deve ser normal... porque ninguém me liga! Ainda que os codigos de linguagem, entre bonecos, seja "Toma, toma. Toma, toma!"

Ontem, para completar o quadro, no parque com a minha mãe, o empurrão ao outro menino, foi tal, que ele não caiu da escada a baixo do escorrega, porque a mãe dele, estava lá.

Não sei lidar, com isto.

Ontem, não houve, Nemo, nem Abelha Maia, nem Branca de Neve (únicos filmes, lá em casa). Nem fechar o portão, nem gelatina (comi-a eu), nem nada. Esse foi o castigo. Ou os castigos. Brincámos calmamente com o comboio até à hora de dormir e desesperadamente a mãe, já procurou alguém que a ajude... que se se cria o hábito...

À pergunta do Porquê, vem a acusação dos outros (mentira). E, a regra teve de ser alterada; em vez de "Só bates se te baterem", passámos ao "Nunca bates, mesmo que te batam! Foges e chamas, a mãe, ou a avó, ou o pai, ou a Educadora. Mas Tu, Não bates".

Ao imaginar, que a outra criança, se poderia ter magoado a sério... fico doente!

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