Oração
A primeira vez que desabafei sobre o tema, tive o cuidado de não questionar, o que não devo.
Apesar de católica assumida, a minha vida espiritual, tem assumido outras frentes, buscas ou procuras, de linguagens, que me satisfaçam. Acredito que o Deus é exactamente o mesmo e que O Amor, é a única linguagem universal, passível de ser entendida…
Mas…
Meu Deus, meu Deus. Porquê?
Não consigo aceitar. Não queria questionar… Mas… Porquê? Meus Deus Porquê?
Eu sei, eu sei. No meio da dor, existem tantos sorrisos. Tanta Paz, naqueles olhares sofridos. Não vejo – talvez não mostrem – gente zangada, revoltada, enrezinada… nada!
Apenas Dor e dor e dor e muita Dor. Com aceitação. Lágrimas de dor, suplicada, com pedidos humildes, sem exigência, sem vitimização, sem gritos, que não os de dor.
E Eu, sentada no meu sofá, neste lado deste mundo… não resisto a questionar-te, a perguntar-te. Faço-o de lágrimas corridas, que não sustenho, pela minha ignorância, neste mundo “desenvolvido” de instrução, de lógica… que no meio do conforto, tanto nos faz sofrer.