Dores
Achas mesmo possível, comparar? Como é que é possível comparares? Tu foste embora, porque quiseste, de livre e espontânea vontade. Eu não fui atrás, porque não quis. Não liguei, porque não quis. Não te procurei, porque não quis. A opção foi tua e minha. Eles, não tiveram opção. Alguém decidiu por eles. Não foi ela que se quis ir embora, foi a Natureza, que a roubou! É muito diferente. A dor, é muito diferente. Incomparavelmente diferente. Ao compará-la, estás a vulgarizá-la. E a dor deles, tem um tamanho, que graças a Deus, tu desconheces.
Não percebo porque é que insistes, em falar de nós. Eu, não quero. Chiça, que está difícil. Eu não quero. Não inventes.
Quando quiseres explicar, explicas. Contas. Falas. Enquanto não o fizeres, não vale a pena pedires desculpa por Sms, com outra dor por trás, que não pode, nem deve, ser vulgarizada.
Ou achas mesmo possível comparar? Se quiseres, comparar dores, então compara a tua. Ou outras, tens outras bem mais perto, para comparar. Não te dês ao direito de entender a minha. Mais uma vez a desrespeitas. E é essa falta de respeito, que me dói. Não tens esse direito, nem mistures. Por favor, não me mistures, com o não misturável. A minha substância, não o permite.
Contas comigo. Tens de saber, que sim. Se te dói, fala, eu oiço. Aliás fui eu quem fez questão de to dizer. Se precisas de disparatar, podes fazê-lo, eu estou cá, aqui e aí. Queres um ombro? Dou-te os dois. Queres um dedo, eu dou-te o braço inteiro, por opção minha. Porque eu quero, porque eu te Amo. Muito, imenso. Mas aí. Não me mistures. Não tentes falar de mim, ou de nós. Isso não. Não, não e não.
O meu Amor, por ti, não morre. Mas, está diferente. Muito diferente.