Chuva
Venta e chove, do lado de fora desta janela.
Do outro lado, no mesmo mundo, faz sol e calor.
Como as estações, como as pessoas, as almas e os espiritos.
Apesar do vento forte e da chuva. A minha alma sorri à primavera e à temperatura amena do meu coração.
Não consigo (nem quero) deixar de dar graças a Deus, pela chuva e agradecer as paredes e as janelas, que me protegem o corpo e me permitem, sonhar, de alma aberta. Peço-te também ò Deus, que nestas noites agrestes, protejas de algum modo, quem não tem paredes, nem tecto, nem nada. E que não sonha, não tem como, só-provavelmente como eu- reza.
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