quinta-feira, março 31, 2005

Sonhos não desejados

Lembro-me, que de cada vez, que me apaixonava por alguém, era contigo que sonhava. E depois andavas pelos mesmos sonhos, tempo demais para o meu gosto. E isso irritava-me, incomodava-me, quase como se fosse uma prisão. Em vez de sonhar com quem me queria, desatava a sonhar, com quem nunca me quis e isso irritava-me do fundo do coração.

Acabava por passar. E sei que uma das situações que mais nos “descongestionou” foi passarmos fins-de-semana juntos, com o meu … da altura. E, outros como bons amigos, que sempre fomos. Recordo-me sempre, com muito carinho das noites que dormiamos bem agarrados um ao outro, pelo frio e em que nada se passava. No dia seguinte de manhã, ou a maioria das vezes a meio da tarde. Olhávamo-nos cheios de orgulho, da nossa proeza aos vinte e qualquer coisa anos. Que o era de facto. Mas, sabíamos já então, que nada seria nunca mais como, o é ainda hoje.

Na altura houve noites, que... Mas, nunca falamos delas. Acreditávamos que Amigos, são Amigos e ponto final e fomos fiéis à nossa fé, vivida... Mas, não falada, ou pelo menos pouco falada... Nunca foste de grandes falas... ou até és... Eu é que nunca me senti à vontade contigo, para falar disso... Estou aqui a escrever... e não está a sair, lá muito fácil...

Mas, não é de ti que me apetece falar.

Hoje acontece-me algo semelhante, com outras personagens. À medida que o sinto mais perto, não é ele que me invade os sonhos diariamente. E uma vez, a coisa passa, duas, não acho graça, mas quando chega à não sei quanta vez… confesso que já me irrita. E depois não é só ele que aparece. É ele e a família toda, a presente mulher (um doce) e a mãe e as irmãs e os sobrinhos. Ó gente. Eu já não tenho nada a ver convosco. E não percebo, porque é que os sinto ainda a pesarem-me à minha volta. Eu já fui há muuuiiito tempo. Porque é que vocês aparecem por aqui? Logo agora...

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