Nós

Sinto este nó, grande, pesado, "indesatável".
Varia de lugar, entre a garganta e o estômago, o estômago e a garganta.
Limita-me a respiração.
A ansiedade mistura-se com o sal do stress do tempo, que passa, sem tempo para tudo.
A dependência de outros, que nos põem em causa, em tudo e com eles, em tudo, seguimos, sempre, qualquer que seja o sentido.
Do stress de responsabilidades demais, para decidir em tão pouco tempo. De um ano, que se desenha trabalhoso, mas Bom. Pelo menos Cheio. Espera-se que de trabalho sem stress, mas para já, é um, com o outro. Demasiado peso, que estes ombros, tendem a sentir. Por mais largas que sejam as costas, que em mim quero ver.
Outros Nós, se enlaçam, desenlaçando-se outros, feitos, das mesmas cordas, com as mesmas cordas, que se esticam e se encolhem e se laçam e desenlaçam, na procura do seu Nó, que nos envolva a Nós. Entre laços e laçadas, entre cordas cheias de Nós nossos, pelos quais subimos ou descemos, nos quais nos apoiamos, no sentido, que decidimos seguir.
Opção nossa, esta de identificar os Nós.
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