A meio da noite
Após duas noites, de constante levantar, peguei em ti e trouxe-te, para a minha cama. Aqui está tudo mais à mão. Não tenho que me levantar 500 vezes, no frio da noite e estás logo ali, para te tapar, dar água ou assoar, no meio da forte gripe.
Uma noite mal dormida, é o suficiente para não descansar... e custa-me imenso levantar-me, quando me chamas a meio da noite, porque estás a sonhar ou queres água... que não queres nada... queres é que lá vá, dar-te miminhos, aconchegar-te a roupa e colocar-te a chucha.
Agora, resolveste que não me chamas... Ou chamas, chamas até eu ir... ou levantas-te, de chuca e 4 ou 5 bonecos, tudo ao mesmo tempo e upa, para debaixo do edredon da mãe... esta noite nem sei se dei por isso, dormia tão profundamente que pensei que sonhava... Mas, de manhã, lá estavas tu. Lindo, todo enroladinho, a dormir silenciosamente, mesmo ali encostadinho, tão pequenino e já tão grande.
Não tive coragem de te levar para a tua cama, que devia estar fria. Mas, fico de consciência pesada por te deixar ficar na minha cama. Não podes. Não é bom nem para ti, nem para mim... Mas, está tanto frio... e gosto tanto de te ver dormir, em Paz.