Medo
Repito vezes sem conta, que não tenho medo...
E não tenho...
Mas tenho...
Precisava de me sentar e escrever, sobre mim. Sobre o que sinto e o que penso, mas já não penso e não deixo de sentir.
Leio quem gosto e com quem gosto de me partilhar, partilho os meus espaços, com os outros, que também são. Dias há, em que uns me enchem, outros derrubam-me, outro divertem-me, outros comovem-me... e outros escrevem sobre mim... ou por mim...
Não consigo deixar de sentir o fim, mesmo que esse represente ou não um recomeçar. Desconhecido esse sentimento dorido e cansado, de quem a pouco e pouco perdeu a chama. O bater do coração, já não é o mesmo, embora seja e esteja lá. Cansado, ferido.
Desconhecido... este Amar a medo... protegido... desconfiado, perdido.
Balanço entre a vontade de dançar e rir e uma vontade de me recolher, sobre o meu próprio ventre e chorar, para puder descansar.